1.5.09

Dois anos depois

Por incrivél que pareça, hoje estou com vontade de escrever. Desde que o antigo A doce vida foi morto pelos servidores da Oi, perdi a vontade de escrever em blogs. Porém, meus textos continuaram a ser escritos, de maneira timída, crispada. O mistério da doce vida é justamente esse: como explicar os hiatos, as idas e vindas de uma coisa que ninguém sabe ao certo de onde veio, nem sabe ao ceto para onde vai. E nós, quem somos? Escrevi certa feita, num momento de particular euforia, que os homens são folhas, que correm ao som dos ventos. Descobri, contudo, que já haviam escrito isso, há mais de três milênios. Nada em minha mente é original. Nada é original na mente dos homens. O que me faz concluir que realmente nós somos cópias imperfeitas e condenadas a sermos sempre cópias.

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