15.1.10

Pobres cabeças

Ontem, conersando e divugando pensamentos, uma pessoa publicou a seguinte frase:



"A Ladygaga é tudo de bom e mais um pouco!"


Nada contra a cantora pop mais criativa do ano passado, porém o que esse comentário trás, além da alienação e a impossibilidade de seu autor de rever seus conceitos.

Curtir música é um evento complexo. Não é apenas mexer o corpo e pensar "essa música é massa". Tem pessoas que nem sabem o nome do artista, tem pessoas que nem sabem as influências, o porquê daquele artista fazer o que faz. Então para que serve a arte para esses indivíduos que não conseguem dedicar nem um pouco do seu tempo em percebê-la esteticamente e cognitivamente? Acho que nem esteticamente eles conseguem admirá-la. Acreditam eles que a plasticidade de uma música é orgânica, natural. Não é uma coisa inventada e que possui sua história. Assim, Lady Gaga (nome artistico de Stefani Joanne Angelina Germanotta), torna-se sinônimo de música "dance" (no sentido de ser para dançar) e só e somente isso.

Zeca Camargo em seu blog fez uma análise que considero suficiente em língua portuguesa sobre o tema, e penso que todos os interessados deveriam ler.

Comentário curtinho.